Espinho no peito e rosa nos lábios.
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Desalinho






26 de Mayo de 2013,
com 0 notas
Anónimo: KKK Mas então... Cê disse que o Paulo Ricardo é baixinho, quanto cê tem de altura mesmo? HUEHUEHUEHUHE

1,70. E ele é baixinho sim, qual é. u.u kkkkkk


26 de Mayo de 2013,
com 0 notas
Anónimo: Amor, veja bem, arranjei alguém chamado saudade..

Enquanto isso, navegando vou sem paz. Sem ter um porto, quase morto, sem um cais.


26 de Mayo de 2013,
com 0 notas
Anónimo: Você faria alguma loucura de amor pela pessoa que ama? Tipo, sou apaixonada por um cara a mais de um ano, desde a primeira conversa que eu e ele tivemos, eu já sabia que era ele, sabe? Nos distanciamos e não nos falamos mais, ele foi embora pra estudar. Ele não sabe do meu sentimento por ele, mas eu sinto que é hora de falar. Queria poder viajar e falar isso olhando nos olhos deles, mas não é possível. Você acha que eu devo me declarar pela internet mesmo? Skype, por exemplo, ou melhor ligar?

Amar já não é uma loucura? Quero dizer, você passa por várias situações, e o sentimento continua ali, intacto, ou melhor, maior! Se você sente que é hora de falar, fale, uai. Skype ao menos mostrará o rosto dele, você verá a reação. Mas se você estiver com muito medo, telefonar pode ser melhor.

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26 de Mayo de 2013,
com 357 notas
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25 de Mayo de 2013,
com 51 notas

Eu vou só
Evaporando
Eu sou pó
Virando estrela.

laís c.

25 de Mayo de 2013,
com 19 049 notas
25 de Mayo de 2013,
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25 de Mayo de 2013,
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25 de Mayo de 2013,
com 97 notas
Porque o mundo não te merece,

minha menina, você deveria sorrir… Você diz que não pertence a lugar nenhum, mal sabendo que é a única rosa do meu pequeno planeta. Me sirva uma dose dessa sua atmosfera plutônica. É triste ver você me olhar nos olhos e pedir socorro. Essa tristeza não te combina, se você é alegria. Ah, menina, esquece dos tropeços, anula as rasteiras que a vida te dá. Você pensa que consegue levar todo o peso nos ombros, mas, minha menina, você é tão frágil que não sustenta nem o seu minúsculo corpo. Os seus olhos sorriem para o céu ao fitar as estrelas, e é tão bonito vê-las descendo na sua direção para te beijar o rosto. Se engana ao pensar que não vê mais doçura nas coisas simples, vacilando as pernas num caminho errado, mas ainda existe candura no nascer do sol, no canto dos pássaros, na misticidade do luar e nas suas palavras que salvam-me de um torpor massante. Minha menina, o mundo não te merece porque você não cabe nele. Você cabe em mim. Suas raízes se ramificaram no meu peito, e agora, batemos em um ato único e amistoso. Como eu gostaria de te guardar de tudo, menina, de te colocar nos meus braços e te proteger daquilo que te aflige. Descansa sua alma na minha, deixe que eu vele o seu sono inseguro e o silêncio que te conforta. Minha menina, não há gesto mais bonito que a felicidade morar em um grito seu, e o amor, nos seus braços finos e monocromáticos. Eu te cuido e rego suas pétalas púrpuras desprotegidas, como se fossem feridas abertas exalando poesia. Minha menina, a melancolia te enfeitou. “Segura a sua alma e me espera”.


laís c.

24 de Mayo de 2013,
com 858 notas
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24 de Mayo de 2013,
com 23 notas
Da tua ausência

Ler afagos gravados nos teus rascunhos em tempos de banho de chuva e conversas ao amanhecer, sentir sua presença em cada pedaço de pele já tocado pelos teus dedos frios. Te sentir e doer de saudade. 

As palavras já não são capazes de silenciar o sentir que escorre do peito.

G.

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24 de Mayo de 2013,
com 75 notas
"(…) Veja através daquilo que oculto por zombaria ou vaidade. Enxergue através dos gestos que eu não consigo sem você. Essa é a coisa mais vulnerável que uma pessoa é capaz de dizer para a outra: eu não consigo sem você. Eu dizia cada vez que fechava a porta do quarto e o deixava a sós com teus delírios poéticos porque tu não sabe dialogar e criar ao mesmo tempo, eu te dizia quando marcava de caneta vermelha fotografias que me lembravam nós dois e te mostrava sabendo que recordaria quando fosse escrever algum conto. Falei abertamente enquanto cantávamos aquela do Chico. Eu quero ser tua Cecília, sussurrei pausadamente enquanto já adormecia para seu subconsciente absorver cada palavra como a maior declaração que minha falta de palavras pode dar. Você foi uma lareira acesa dentro do meu peito gelado e isso eu não posso esquecer. O transbordar mais importante fica guardado em algum canto perdido nos abismos. Vejo o amor como um segredo bonito. Te manter em silêncio é a forma mais bonita de dizer que eu te quero tanto que não ouso te dividir com o mundo lá fora. Eles não merecem sequer a dor contida nos teus parágrafos. Eu nos protejo dos pecados inconscientes que os seres humanos praticam. O mundo não merece tua inocência, meu bem. Nos ferimos suficientemente pelo excesso de zelo, para ousarmos permitir ao mundo apodrecer nossos alicerces. Somos docemente doídos, com as contrariedades que as palavras trazem quando unidas. Descarto os remendos porque eles estão presentes em cada membro e dispensam formalidades. Doer sempre fora uma das palavras principais do vocabulário, exatamente como sentir. Sentimos como se sentir fosse uma doença congênita, e talvez realmente seja. Até agora não encontrei enciclopédia capaz de nomear o que somos. Talvez sejamos exceção. Talvez sejamos tão banais que dispensa qualquer tentativa de explicação, são encontrados clones em cada esquina e o que conhecemos não precisa ser estudado (ou é exatamente por isso que precisa?). Solidão a dois nunca fez sentido até te conhecer. Agora, quem já não faz o menor sentido sou eu."

Sobre o sentido que não temos. - G.


24 de Mayo de 2013,
com 11 notas
Anónimo: O meu desafio é andar sozinho..

Esperar no tempo os nossos destinos.

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24 de Mayo de 2013,
com 79 notas
Meu menino,

tu me visitas nas horas tardias, quando a dormência é palpável na escuridão do quarto. Teu cheiro jaz no espaço que há entre os travesseiros. Eu te espero porque dormir sem teus olhos causa-me pesadelos. Há calafrios que me dominam quando ouço teu nome, recordações belas e doídas. Os remendos tem seu nome, enxergue tuas dores mescladas nas minhas, é tudo uma coisa só. Você parte meu coração em cada dia marcado pela espera. O cansaço se instalou há tempo, mas a esperança de te ver cruzar o portão com meu sorriso rasgado ainda me sustenta os pés descalços. Eu choro por você, pelos teus olhos fechados, pelo teu peito doído e tua cabeça confusa. Por tudo o que você é e me tem por ser só teu. Amor doído e incontido, insano para quem vê do lado de fora. Esse amor é uma pétala de rosa com o peso de um mundo. É um mar, e eu me afogo. É teu, amor, todo teu.

G.

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23 de Mayo de 2013,
com 3 180 notas
"Voltei-me para ela; Capitu tinha os olhos no chão. Ergueu-os logo, devagar, e ficamos a olhar um para o outro… Confissão de crianças, tu valias bem duas ou três páginas, mas quero ser poupado. Em verdade, não falamos nada; o muro falou por nós. Não nos movemos, as mãos é que se estenderam pouco a pouco, todas quatro, pegando-se, apertando-se, fundindo-se. Não marquei a hora exata daquele gesto. Devia tê-la marcado; sinto a falta de uma nota escrita naquela mesma noite, e que eu poria aqui com os erros de ortografia que trouxesse, mas não traria nenhum, tal era a diferença entre o estudante e o adolescente. Conhecia as regras do escrever, sem suspeitar as do amar; tinha orgias de latim e era virgem de mulheres. Não soltamos as mãos, nem elas se deixaram cair de cansadas ou de esquecidas. Os olhos fitavam-se e desfitavam-se, e depois de vagarem ao perto, tornavam a meter-se uns pelos outros… Padre futuro, estava assim diante dela como de um altar, sendo uma das faces a Epístola e a outra o Evangelho. A boca podia ser o cálice, os lábios a patena. Faltava dizer a missa nova, por um latim que ninguém aprende, e é a língua católica dos homens. Não me tenhas por sacrílego, leitora minha devota; a limpeza da intenção lava o que puder haver menos curial no estilo. Estávamos ali com o céu em nós. As mãos, unindo os nervos, faziam das duas criaturas uma só, mas uma só criatura seráfica. Os olhos continuaram a dizer coisas infinitas, as palavras de boca é que nem tentavam sair, tornavam ao coração caladas como vinham…"

Machado de Assis

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SILENCIAR